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domingo, 29 de dezembro de 2019

Dico


Frederico Schniti Neto, conhecido como Dico, foi um dos principais jogadores da história do Clube do Remo. Nascido em Colatina-ES em 12 de março de 1949, chegou em Belém em 1970 para defender as cores do Sport Belém, sendo contratado pelo Remo na temporada seguinte e permanecendo por 11 temporadas (1971-1982). Dico conquistou com a camisa azulina 06 Campeonatos Paraenses, 01 Taça Norte e 01 Torneio Norte-Nordeste.

Dico possuía baixa estatura para um goleiro, apenas 1,70 m, porém se destacava por sua impulsão e agilidade. Já na sua primeira temporada assumiu a titularidade do arco remista.

Em 1971 era o goleiro nas conquistas da Taça Norte e do Torneio Norte-Nordeste. No ano seguinte, 1972, participou da primeira equipe paraense a disputar a Série A do Campeonato Brasileiro.

Esteve também na conquista do Tricampeonato Paraense invicto nas temporadas de 1973, 1974 e 1975, quando o Clube do Remo ficou 25 jogos consecutivos sem perder para o seu rival.

Dico ao lado do também ídolo Alcino.

Mesmo sendo titular absoluto nas boas campanhas do Clube do Remo no Campeonato Brasileiro na década de 1970, em uma temporada, 1977, Dico perdeu a titularidade para outro grande goleiro, Edson Cimento em grande fase, naquela temporada Cimento seria premiado com a Bola de Prata da revista Placar pelas suas grandes atuações no Campeonato Brasileiro.

Dico ainda conquistaria mais 03 taças no gol azulino, foi titular no Tricampeonato Paraense em 1977, 1978 e 1979.

Perdendo a titularidade na temporada de 1981, Dico encerraria a carreira no Taguatinga-DF em 1982.

Após a aposentadoria do futebol, Dico não se afastou do Clube do Remo, onde é conselheiro, e de Belém, onde reside e possuí negócios.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Mesquita

Final do Campeonato Paraense de 1978

Raimundo Nonato Mesquita, nascido em Belém do Pará em 02 de setembro de 1950, conhecido como Mesquita é um dos principais jogadores da história do Clube do Remo. 06 vezes campeão paraense com a camisa azulina, é também o 4º maior artilheiro da história do clube com 132 gols. Mesquita era um ponta-de-lança, como chamavam os meias armadores na década de 1970. Foi um dos maiores 'camisas 10' da história do Clube do Remo e do futebol paraense. Um verdadeiro craque.

Revelado pelas categorias de base da Tuna Luso, Mesquita teve sua primeira passagem pelo Clube do Remo ao retornar ao futebol brasileiro após sua passagem pelo Atlético Clube de Portugal em 1974. Participou das grandes equipes do Clube do Remo na década de 1970, com hegemonia no futebol paraense e boas campanhas no Campeonato Brasileiro.

Mesquita ao lado do atacante Leônidas em 1976.

Mesquita participou das campanhas invictas do bicampeonato paraense em 1974 e do tricampeonato de 1975 fazendo grande dupla com o centroavante e ídolo azulino Alcino. Participou de vários clássicos RexPa da série invicta do Clube do Remo sobre o rival de 25 partidas entre 1973 e 1976.

Durante a campanha do Campeonato Brasileiro de 1975, Mesquita foi decisivo em vários jogos. Fez os gols das vitórias sobre o Corinthians (1x0 no Baenão) e sobre o Flamengo (2x1 no Maracanã).

Mesquita fazendo o gol da vitória sobre o Corinthians em 1975.

Em 1976 o Tetra não veio, mas Mesquita fez um dos gols na goleada por 5x2 sobre o rival no Campeonato Brasileiro daquela temporada.

A partir de 1977 a parceria foi com o centroavante Bira. Com destaque para o tricampeonato paraense em 1977, 1978 e 1979. No Campeonato Brasileiro, o destaque ficou para a campanha de 1977, com as goleadas sobre Cruzeiro (4x0) e Palmeiras (3x0).

Em 1978, Mesquita fez o primeiro gol da história do Estádio Mangueirão, na vitória da Seleção Paraense por 4x0 sobre a Seleção Uruguaia, na inauguração do estádio.

Mesquita permaneceu no Clube do Remo até 1981, quando foi artilheiro do Campeonato Paraense com 14 gols. Na temporada seguinte, o ídolo foi transferido para o rival em uma negociação polêmica envolvendo o zagueiro bicolor Marcos, que deixou a torcida revoltada.

O camisa 10 voltaria, já experiente, ao Clube do Remo em 1985 e encerraria a carreira em 1986 com a conquista do Campeonato Paraense daquela temporada.

Mesquita foi campeão paraense com a camisa azulina nas temporadas de 1974, 1975, 1977, 1978, 1979 e 1986.

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Rubilar


Geraldo da Mota Reimão (1886 - 1947), mais conhecido como Rubilar; foi um dos onze reorganizadores do Grupo do Remo em 1911 após a sua extinção em 1908. Poli-atleta, foi remador (Rower), nadador, corredor (atletismo) e futebolista; em todas as modalidades em que concorreu foi campeão pelas cores do Clube que ajudou a refundar. No remo, seu esporte favorito, participou das conquistas do Campeonato Paraense em 1909, 1911, 1912, 1915, 1916, 1917, 1918, 1923 e 1926. No futebol, foi Campeão Paraense em 1913, 1914, 1915, 1916 e 1917. Centroavante, se credita a ele o 1º gol da história do Clube do Remo, disputado num jogo contra o Guarany no dia 13 de maio de 1913, onde a primeira equipe de futebol azulina saiu vencedora por 4x1 no então campo da Praça Floriano Peixoto, hoje Mercado de São Brás. Foi também dele, o 1º gol da história do Clássico RexPa, na primeira vez em que os dois grandes rivais se enfrentaram, no dia 14 de junho de 1914, na Curuzu, vitória azulina por 2x1. Na época do amadorismo, ainda foi por diversas vezes treinador da equipe de futebol do Clube do Remo. Faleceu no dia 01 de março de 1947, na véspera de completar 61 anos.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Robinho


O carioca Robson Estanislau da Silva, ou Robinho como ficou conhecido pela torcida remista, marcou época vestindo a camisa 9 azulina.
Centroavante artilheiro, bom cabeceador e de grandes finalizações tem seu nome marcado no hall de ídolos do Fenômeno Azul.

Robinho chegou ao Leão em 2000 disputando toda a temporada e voltando em 2002, onde jogou apenas durante o primeiro semestre do ano no Remo.

Dos 35 gols que marcou com a 9 do Leão, três não saem da cabeça do torcedor remista. Disputando uma vaga nas oitavas-de-final da Copa João Havelange, a dupla RE x PA se enfrentou em duas partidas; na primeira delas, com um hat-trick (3 gols) Robinho assegurou a vitória remista. Em clássicos RE x PA, Robinho marcou ao todo 6 gols.

Os números de Robinho com a camisa azulina:

2000
Copa do Brasil: 07 gols
Copa João Havelange: 15 gols
Campeonato Paraense: 05 gols

2002
Copa Norte: 03 gols
Campeonato Paraense: 05 gols

Total: 35 gols


Veja Robinho em ação, com a camisa azulina:


quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Eduardo Ramos


Eduardo Ramos Martins, desembarcou de helicóptero no Leão em dezembro de 2013, com a missão de levar adiante o projeto da Camisa 33 (notícia). Principal reforço para a temporada de 2014, o meia chegou sob desconfiança do Fenômeno Azul, principalmente devido ao rebaixamento à Série C do rival em 2013, já que Eduardo Ramos protagonizou um dos principais casos de "travessia" do futebol paraense.

No Parazão de 2014 ele foi o principal jogador da equipe que conquistou o título, porém não ficou para a disputa da Série D daquele ano, sendo emprestado ao Joinville-SC onde conquistou o acesso à Série A. Voltando em 2015 foi fundamental na conquista do bicampeonato paraense, no vice-campeonato da Copa Verde e no Acesso à Série C. Nas temporadas de 2016 e 2017, o Clube do Remo esteve bem distante dos seus objetivos, o que desgastou a relação de Eduardo no clube; com o jogador indo para o Cuiabá em 2018 e lá conseguindo o acesso à Série B. E foi de lá (Cuiabá) que ele voltou para a sua última passagem pelo Leão Azul em meados da temporada de 2019. E em 2020, Eduardo foi peça importante na conquista do Acesso à Série B pelo Leão, encerrando sua passagem no clube. Sem dúvidas um dos grandes ídolos azulinos, conquistando dois acessos no campeonato brasileiro pela equipe remista e dois títulos paraenses. 

Eduardo Ramos disputou ao todo durante as quatro passagens pelo Leão Azul, 149 jogos e marcou 37 gols. É o maior artilheiro do Clube do Remo na década 2011-2020.

149 jogos 

37 gols 

Acesso à Série C em 2015 

Acesso à Série B em 2020 

Bicampeão Paraense 2014/2015




quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Agnaldo


José Agnaldo de Jesus, carinhosamente chamado pela galera azulina de Seu Boneco, foi um volante de muita técnica e raça que brilhou nos gramados paraenses com o manto azul por 6 anos. Agnaldo veio do Sport Recife, lá foi Campeão Brasileiro da Série B em 1990 e Campeão Pernambucano em 1991, era conhecido pelos rubro-negros como Agnaldo Bambam. Chegou ao Leão Paraense em agosto de 1991 para a disputa do Campeonato Paraense, que iria até dezembro. Em maio, o Leão havia chegado às semifinais da Copa do Brasil; Agnaldo chegou para reforçar a equipe. 

Agnaldo formou em grandes equipes do Leão Azul, ao lado de grandes jogadores. Artur, Luciano Viana, Biro Biro, Geovane, Alex Dias, Clemer, Luís Müller. Porém foi com o zagueiro Belterra que formou uma dupla que marcou os azulinos, os dois foram os únicos que estiveram presentes em todos os 33 jogos do Maior Tabu do Mundo.

Jogou por 6 temporadas no Leão, após o pentacampeonato paraense em 1997, Agnaldo se transferiu para o Moto Club-MA, para as disputas da Série B daquele ano, que se iniciaram em agosto.

Mesmo já tendo reservado o seu lugar nos corações azulinos como jogador, Agnaldo mais uma vez entra para a história do clube. Como técnico em 2004, foi Campeão Paraense com 100% de aproveitamento, vencendo todos os 14 jogos, feito inédito no futebol paraense. Agnaldo ainda foi técnico interino em várias outras oportunidades, compondo a comissão técnica. Mais que um ídolo, um torcedor remista.

Como jogador, Agnaldo foi Campeão Paraense invicto em 1991, conquistou um Acesso à Série A em 1992, participou da melhor campanha de um time nortista na Série A (1993), foi Pentacampeão Paraense 1993/1994/1995/1996/1997 participando de todos os 33 jogos do Maior Tabu do Mundo, ainda foi vice-campeão da Copa Norte em 1997. Como treinador foi Campeão Paraense com 100% de aproveitamento em 2004. Como Comissão Técnica participou do bicampeonato paraense em 2014/2015, vice-campeonato da Copa Verde 2015 e do Acesso à Série C em 2015.

Agnaldo fazia muitos gols de cabeça, em sua passagem pelo Leão foram 46 gols. Agnaldo disputou mais de 300 jogos com a camisa azulina (*estima-se 317 jogos, falta confirmação).

Agnaldo fez o gol do título paraense em 1993

Confira entrevista exclusiva da REMO TV com o ídolo Agnaldo

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Itaguary

O Maior Artilheiro do Remo em RexPa



Itaguary (grafia da época) ou Itaguari (grafia atual), foi um dos grandes jogadores do futebol paraense na década de 1940. Poucas informações se sabe sobre ele, por exemplo, seu nome completo e cidade de origem me são desconhecidos, apesar da intensa pesquisa. Itaguary jogou em uma época em que poucos registros documentais restaram do futebol paraense, dificultando o entendimento completo dos seus feitos como jogador.

Porém, sem dúvida é possível afirmar que Itaguary foi o jogador, que vestindo a camisa azulina, mais gols fez em cima do rival !

Talvez tenha feito até mais, talvez tenha sido um dos maiores artilheiros da história do Clube de Periçá, devido a longa carreira vestindo azul-marinho. A falta de registros daquela época, dificulta, mas não deixaremos contar o pouco que sabemos sobre este grande jogador.

Itaguary começou sua carreira no rival, sim isso mesmo. Entre 1934 e 1937, tem pelo menos 01 gol registrado contra o Leão.

A partir de então, Itaguary atravessa a Avenida Almirante Barroso em 1938 entra para os quadros do Leão. Porém, é somente na década de 1940 que ele se firma como titular na ponta do ataque azulino. Entre 1943 e 1952 foram pelo menos (que se têm registro) 31 gols sobre o rival !

Em 1946, marcou 3 gols na vitória do Remo sobre o rival por 5x3 na Curuzu em 24 de novembro daquele ano.

Também na Curuzu, em 1948, num jogo no feriado de 07 de setembro, fez 3 gols na vitória do Remo por 6x2 sobre o rival.

Uma curiosidade: no dia 16 de julho de 1950. Brasil inteiro parado ao lado dos rádios, acompanhando a final da Copa do Mundo entre Brasil e Uruguai. Em Belém, simultaneamente, Curuzu lotada para mais um Clássico Rei da Amazônia. Vitória do Mais Querido por 1x0, gol de Itaguary. Final de Clássico, apenas uma pessoa no estádio mais feliz que a torcida azulina, o goleiro remista e uruguaio Véliz.

Itaguary prolongou a carreira até 1954, mas já não era mais titular. Ganhou 6 campeonatos paraense com o Leão (1940-1949-1950-1952-1953-1954), foi Campeão na Venezuela em 1950 e vice-campeão do Torneio do Campeões Norte-Nordeste em 1951.

OBS: Na estatística 'oficial' de Ferreira da Costa, Itaguary aparece como o 2º maior artilheiro da história do Clássico, com 30 gols marcados, jogando por Remo e Paysandu. Ao aprofundar minhas pesquisas, para saber quantos gols ele havia feito por cada um dos dois. Cheguei a contagem de 32 gols, 31 pelo Leão e apenas 1 pelo rival.

domingo, 30 de julho de 2017

Bira



Ubiratã Silva do Espírito Santo, conhecido no futebol como Bira. Era um atacante veloz e fazia muitos gols. Com 115 gols pelo Leão é o 5º maior artilheiro da história do Clube do Remo. Bira passou 7 meses no rival em 1976, comprado por 50 mil Cruzeiros, chegou ao Baenão aos 20 anos, com a responsabilidade de substituir o gigante Alcino, vendido ao Grêmio. Uma aposta ousada, pois enquanto esteve no rival, Bira foi reserva e também reserva nos seus primeiros nove meses no Leão. É com a chegada do treinador Joubert Meira para a disputa do Paraense de 1977 que Bira se firma como titular da camisa 9 azulina. Bira foi contratado pelo Internacional em setembro de 1979 para as disputas da Série A.

Bira fez 3 gols da goleada do Remo sobre o Cruzeiro por 4x0 e 2 gols na vitória por 3x0 sobre o Palmeiras em 1977. Em 1978, O Leão goleou por 5x1 o Guarani, que seria o campeão da Série A naquele ano, Bira fez os 5 gols.

Bira foi Tricampeão Paraense pelo Leão em 1977, 1978 (invicto) e 1979.

No Campeonato Paraense fez 10 gols em 1977, 25 gols em 1978 e 32 gols em 1979, recorde jamais igualado de gols marcados em uma única edição. Totalizando 67 gols.

Na Serie A, Bira marcou 12 gols em 1977 e 15 gols em 1978. Totalizando 27 gols.


Goleada do Leão 4x0 Cruzeiro. Veja os gols. Bira marcou o 1º e os dois últimos gols

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Alcino


Alcino Neves dos Santos Filho, conhecido no futebol como Alcino, carioca, atuava como centroavante. É considerado por muitos, o maior ídolo da torcida remista. Com 158 gols marcados, é o 2º maior artilheiro da história do Clube do Remo.

Vindo do Madureira-RJ, o centroavante de 1,94 m jogou pelo Leão de 1971 a 1975. Foi Campeão da Taça Norte e do Campeonato Nacional Norte-Nordeste em 1971 e Tricampeão Paraense Invicto em 1973, 1974 e 1975.

Alcino foi artilheiro do Campeonato Paraense em 1973 com 7 gols, em 1974 com 12 gols e em 1975 com 21 gols.

Na Série A: marcou 3 gols em 1972, 8 gols em 1973, 10 gols em 1974 e 12 gols em 1975. Totalizando 33 gols.

No Clássico RexPa, Alcino disputou 34 partidas e marcou 17 gols. Venceu 17 e perdeu apenas 5 jogos. Sendo expulso em 3 Clássicos.

Consagrado pela torcida e imprensa com a alcunha de Negão Motora, Alcino coleciona inúmeros causos no futebol paraense. Conhecido pela vida boêmia, Alcino costumava frequentar bares e boates nas vésperas dos jogos, entretanto entrava nos jogos e geralmente garantia a vitória para o Leão. 

Alcino viveu como um popstar, de maneira extravagante e excêntrica, misturando o talento para o futebol com uma vida conturbada e cheia de passagens folclóricas.

Já como atleta do Madureira (RJ), ele se envolveu em um assalto e veio a Belém para não ser preso. Conseguiu vaga no Remo e não demorou para ser aclamado pela torcida. 

Folclórico, sempre deixava sua marca em Clássicos. Em um RexPa em 1972, no campo da Curuzú, ele invadiu a área, driblou o goleiro Délcio e, antes de marcar o gol, sentou na bola. Acabou expulso de campo. Na saída, fez gestos obscenos (mostrando a genitália) para a torcida alviceleste. 

Manchete de A Província do Pará: Alcino volta ao TJD por sentar na bola
Em outro causo, Alcino, um grande fã de John Travolta, amanheceu dançando na boate Papa Jimmy, famosa em Belém nos anos 70, às vésperas de um jogo. Chegou ao estádio acabado, pediu para dormir um pouco e acabou saindo no braço com o técnico azulino Paulo Amaral, o seu algoz com quem mantinha uma relação de amor e ódio. Apesar do arranca-rabo, entrou em campo e marcou dois gols. Só para depois comemorar a vitória abraçado com Amaral como se nada tivesse acontecido

Por outro lado, era capaz de rir em situações difíceis, como em um acidente de trânsito. O carro dele era uma Maverick, sem o banco traseiro, por conta da sua altura. Na rua, ele acabou colidindo com outro carro e viu o motorista do veículo atingido sair em disparada para ameaçá-lo. Alcino saiu do carro e amedrontou o ameaçador por conta de sua altura. No final das contas, o então atacante do Remo caiu na gargalhada e ganhou, na ocasião, um amigo. 

No Rio Negro-AM, onde se aposentou em 1983, em mais um episódio envolvendo embriaguez, o atacante roubou o ônibus com toda a delegação dentro e acabou atropelando um homem.

Em junho de 2017 foi lançado um livro contando a história do craque, escrito por Mauro Tavernard: Alcino Negão Motora, A História do Gigante do Baenão.

Em jogo válido pela Série A de 1975, Remo 2x2 São Paulo. 
O primeiro gol do jogo foi marcado por Alcino, um dos raros registro do atacante em ação pelo Leão.

Reportagem do programa Loucos por Futebol da ESPN sobre Alcino

Reportagem sobre Alcino, exibida pelo SBT Esporte Pará em 2015

A seguir reunimos algumas imagens do grande Alcino em sua passagem pelo Leão:






sábado, 15 de abril de 2017

Periçá


Carlos Ferreira Lopes, conhecido como Periçá. Era estudante da Escola Prática de Comércio do Pará. Atleta do Clube do Remo, disputava várias modalidades, foi jogador do time de segundos quadros (futebol) do Leão, nadador e remador. 
No dia 15 de maio de 1921, em prova de mergulho livre (Apnéia) na Baía de Guajará, demorou muito tempo submerso, foi resgatado ainda com vida e levado para o Hospital Dom Luís I (Beneficente Portuguesa). Resistindo por 7 dias, vindo a falecer na noite de 23 de maio de 1921, então com apenas 22 anos de idade. Seu enterro foi acompanhado por uma multidão de esportistas e boa parte da sociedade belenense da época.
Periçá era filho do juiz Jorge Victor Ferreira Lopes e de Elmira Baima Ferreira, sobrinho do Intendente (Prefeito) de Cametá, Carlos Victor. Morava na Av. Serzedelo Corrêa, nº 49. Tinha irmãos.

Nasce o Clube de Periçá

A partir de então, tendo em face a bravura e o destemor de Periçá na defesa das cores do Clube do Remo, este passou a carregar em uma de suas alcunhas mais populares, o nome daquele que como um Leão defendeu suas cores até a morte.

Clube do Remo, o Clube de Periçá.

sábado, 8 de abril de 2017

Gian


Giancarlo Dias Dantas, conhecido no futebol como Gian. Com duas passagens pelo Leão, 2003/2004/2005 e 2010, conquistou a torcida remista com seu futebol de classe e bom toque de bola. Fonte

Gian conquistou 2 Campeonatos Paraenses pelo Remo, em 2003 e 2004, este último vencendo todos os jogos. Meia armador de muita qualidade, Gian foi artilheiro do Parazão 2004 com 9 gols. Fonte.

Gian também participou da boa campanha do Leão na Série B em 2003, marcando 6 gols. Fonte . Na Copa do Brasil em 2003, comandou o Leão às oitavas-de-final.


Disputou os seguintes campeonatos pelo Remo: Parazão 2003, 2004, 2005 e 2010; Copa do Brasil 2003, 2004, 2005 e 2010; Série B 2003 e 2004; Série D 2010.

Total de Gols de Gian pelo Leão:

Paraense:           16 gols     (3 em 2003; 9 em 2004, 2 em 2005 e 2 em 2010)
Copa do Brasil: 1 gol         (2003)
Série B:             11 gols      (6 em 2003; 5 em 2004)  
Amistosos:         2 gols       (2010)

Total: 30 gols.

Gol de Gian em sua estréia pelo Leão, presente de aniversário nos 89 anos do rival.

Gol de Gian na Final do Campeonato Paraense 2004.

Em entrevista, Gian revela seu jogo inesquecível pelo Leão.

Ratinho


Cleverson Ribeiro Miguel, meia-atacante conhecido no futebol como Ratinho, acumulou 4 passagens pelo Clube do Remo, em 2008 (1), 2011 (2), 2012 (3), 2014 e 2015 (4). Se tornando um dos ídolos do Fenômeno Azul, acumulando vários golaços pelo Leão.

Ratinho foi 3 vezes Campeão Paraense pelo Leão (2008/2014/2015) e participou da campanha do Acesso à Série C em 2015. Foi o artilheiro da equipe na Série D em 2012.

Sempre chamativo pelo seu inusitado corte de cabelo, Ratinho chamou a atenção da imprensa internacional. Veja a notícia e o vídeo.

Gols de Ratinho pelo Leão:

Paraense 2008:     5 gols. Fonte
Série C 2008:       2 gols. Fonte
Série D 2012:       8 gols. Fonte
Paraense 2014:    4 gols  Fonte
Série D 2014:       1 gol.   Fonte
Copa Verde 2015: 1 gol.

Total:                   21 gols.

Ratinho era um meia-atacante muito driblador e de gols bonitos, principalmente de fora da área. Abaixo selecionamos alguns de seus gols:

4º gol do Remo, na 1ª partida da Final do Parazão 2014.

Veja o GOLAÇO de Ratinho na Final da Copa Verde 2015.

Golaço de Ratinho no Parazão 2014.

Fábio Oliveira


Fábio Marcelo de Oliveira, conhecido no futebol como Fábio Oliveira, é o maior goleador de um clube paraense em uma única edição do Campeonato Brasileiro. Na Série B de 2007, Fábio Oliveira marcou 22 gols. Curiosamente, ele não foi o artilheiro da competição, ficando atrás de Alessandro, do Ipatinga-MG, com 25 gols e Val Baiano, do Gama, com 23 gols. Fonte

Em 2012, Fábio Oliveira retornou ao Clube do Remo e foi artilheiro do Campeonato Paraense com 11 gols, 9 pelo Leão. Fonte

Gols de Fábio Oliveira pelo Leão:

Série B 2007:           22 gols.
Paraense 2012:           9 gols.
Copa do Brasil 2012: 1 gol.
Série D 2012:             3 gols.
Total:                        35 gols.

Veja os Gols de Fábio Oliveira pelo Leão em 2007

Golaço de Fábio Oliveira pelo Leão em 2012

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Dadinho


Eduardo Soares, o Dadinho, é o maior artilheiro da História do Clube do Remo com 163 gols, segundo o historiador Orlando Ruffeil, conselheiro do Clube.

Foi jogador do Leão por 5 temporadas, de 1982 a 1986, pelo clube foi Campeão Paraense em 1986 e conquistou o Acesso à Série A em 1984. Foi o artilheiro da Série B de 1984 (com 6 gols) e atuando pelo Remo foi artilheiro do Campeonato Paraense 3 vezes, em 1983 com 23 gols, em 1985 com 18 gols e 1986 com 17 gols.

Dadinho é também, juntamente com Edil, o maior artilheiro dos Clássicos RexPa na história Mangueirão. Marcou 10 gols, sendo 8 pelo Leão Azul. Fonte

Gol de Dadinho, atuando pelo Remo